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Essien na liga da Indonésia: conheça os 24 brasileiros no torneio

Todo mundo que é apaixonado por futebol conhece Michael Essien, volante que brilhou com as camisas da seleção de Gana e Chelsea. O jogador passou nove anos nos Blues, ganhou a Champions League 2011/12, duas Premier League (2005/06 e 2009/10), fez 17 gols em 168 partidas. Por seu país, são nove gols em 58 convocações, desde 4 de janeiro de 2002.

Depois de um empréstimo fracassado no Real Madrid (só 21 jogos e dois gols), Michael Essien deixou o Chelsea para jogar no Milan, mas também não conseguiu grandes feitos até por causa dos problemas do clube italiano. Aos 32 anos, ficou difícil jogar em alto nível, e Essien se contentou em defender as cores do Panathinaikos (Grécia) em 2015/16, marcando um gol em 13 jogos.

Apenas três meses após ser contratado, Michael Essien entrou em acordo com os gregos e foi liberado em 20 de setembro de 2016. Aos 34 anos, parecia que a carreira do ganês havia se encerrado, haja vista ele rejeitou se transferir para o Melbourne Victory (Austrália). Porém, no último dia 13 de março de 2017, Essien surpreendeu ao assinar contrato com o desconhecido Persib Bandung, do Campeonato Indonésio, que começa no próximo dia 15 de abril.

Essien vai ficar até o fim da temporada, mas seu vínculo pode se estender por um ano a depender de suas exibições. O Plano Tático fez pesquisa e identificou 19 jogadores brasileiros e mais quatro treinadores no Campeonato Indonésio. Há alguns conhecidos, mas a maioria não teve carreira importante no Brasil. Ao fim do texto, veja curiosidades sobre o time de Michael Essien.

Brasileiros na Indonésia (nome do clube)

Arthur Carioca (Arema FC)

O zagueiro de 27 anos é formado na base do Fluminense, mas nunca jogou nos profissionais. Apesar disso, Arthur pode dizer que fez testes no sub-17 do Manchester United em 2007 ao lado dos irmãos Rafael e Fábio da Silva, que também não deram certo. Ele ainda passou por Estoril (Portugal), Duque de Caxias/RJ e futebol mineiro, estando na Indonésia há três anos.

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Thiago Cunha (Barito Putera)

Revelado no Barra da Tijuca/RJ, o atacante de 31 anos chegou a ir para a base do Wigan (Inglaterra) e defendeu ainda o Real Murcia (Espanha), antes de voltar ao Brasil. Em 2008, Thiago jogou no Palmeiras (dois gols em nove partidas), mas se destacou mesmo no Santa Cruz/PE em 2011, quando marcou oito vezes em 16 jogos. Ficou na Tailândia entre 2012 e 2016 e jogaria na Londrina em 2017, mas deixou o time antes de estrear.

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Cézar Augusto (Mitra Kukar)

Revelado no Atlético Mineiro, onde foi artilheiro na base, Cézar não se firmou, mas fez sucesso em times menores como CRB/AL e Red Bull Brasil/SP. O ponto alto da carreira do atacante de 31 anos foi no Yangon United (Mianmar), pelo qual marcou 105 gols em 100 jogos – veja nossa entrevista com ele em 2015. Depois de falhar no FK Sarajevo (Bósnia), Cézar Augusto está na Indonésia com a esperança de voltar a balançar as redes em demasia.

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Márcio Rozário (Persela Lamongan)

O zagueiro de 33 anos é o mais conhecido dos que estão na Indonésia. Revelado no Linhares/ES, Márcio Rozário fez sucesso mesmo quando chegou ao Botafogo/RJ em 2010. Após quase dois anos, ele se transferiu para o Fluminense e ficou o mesmo período, sendo repassado ao Náutico no segundo semestre de 2012. Depois, Márcio Rozário saiu do Brasil e jogou no Marítimo (Portugal) e no Suphanburi (Tailândia), antes de ir para a Indonésia.

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Patrick Silva (Gresik United)

O atacante foi revelado no Vitória/BA e perambulou por times menores, como Mogi Mirim/SP, Grêmio Barueri/SP, Nacional/SP e América de Natal, chegando ao DPMM Brunei – veja entrevista do Plano Tático com ele em dezembro de 2012. Foi a entrada do jogador de 30 anos no futebol asiático, com passagens por Omã, Tailândia, Vietnã e desde 2016 na Indonésia.

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Willian Pacheco (Persija Jakarta)

Revelado na base do São Caetano/SP, o zagueiro e volante foi para o Corinthians ainda no sub-15, mas nunca atuou nos profissionais, no máximo no time B, indo para a seleção sub-20 em 2011 – passou ainda nas camadas jovens do Botafogo/RJ. Em 2012/13, Willian Pacheco defendeu o Charleroi (Bélgica) e conseguiu sequência apenas no Rio Branco/AC. Depois de jogar no Iranduba/AM, o atleta desembarcou na Indonésia em 2016.

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Thon Moreira (Sriwijaya FC)

Formado no Palmeiras, o atacante de 36 anos jogou apenas uma partida no time profissional (no Brasileirão 2001, na derrota de 3 a 0 para o Grêmio), mas era mais participativo na equipe B. Thon também defendeu Atlético Goianiense, Anapolina/GO e Mixto/MT, se encontrando na carreira no futebol indonésio. O atleta está no país desde 2005 e já teve boas aparições com as camisas de Persib Bandung (28 gols em 68 jogos entre 2008 e 2011) e Sriwijaya FC (26 gols em 42 jogos em 2011/12), seu time em 2017.

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Beto Gonçalves (Sriwijaya FC)

O atacante de 36 anos é totalmente desconhecido no Brasil, já que começou no Sport Belém/PA e chegou a defender Remo (2005 e 2006), Tuna Luso/PA (2004) e Juventude/RS (2007) antes de chegar ao futebol indonésio em 2007. Desde então, Beto Gonçalves não para de marcar gols: são 162 bolas nas redes em 260 partidas, com a artilharia em 2011/12 quando defendia o Persipura Jayapura. É o mais experiente no futebol do país – veja entrevista com o jogador no parceiro Futebol Paraense.

Outros brasileiros na Indonésia

Jhonatan Bernardo e Otávio Dutra (Bhayagkara); Helder Lobato e Flávio Beck (Borneo FC), Fabiano Beltrame (Madura United); Ricardo Silva de Almeida, o Ricardinho (Persipura Jayapura); Cássio de Jesus e Marcel Sacramento (Semen Padang); Marlon Silva (Persiba Balikpapan), Luiz Júnior (Persija Jakarta), Reinaldo Elias (PSM Makassar) e Ivan Carlos (Persela Lamongan).

Os técnicos

Jacksen Tiago (Barito Putera), Gomes de Oliveira (Madura United), Stefano Cugurra (Persija Jakarta) e Osvaldo Lessa (Sriwijaya FC).

Curiosidades

- Michael Essien não é o único estrangeiro do Persib Bandung. Quem não se lembra do atacante inglês Carlton Cole, 33 anos, ex-companheiro do ganês no Chelsea. Depois de jogar na 3ª divisão dos Estados Unidos, ele assinou com o time indonésio em 30 de março. O ponta japonês Shohei Matsunaga, 28, foi revelado pelo Schalke 04 (Alemanha), mas só jogou no time B e fez carreira no futebol asiático.

- Há ainda o atacante holandês naturalizado indonésio Sergio van Dijk, 34 anos, que começou no Groningen (Holanda) e jogou no Persib Bandung em 2013/14, quando fez 21 gols em 29 jogos – tem um gol em seis partidas pela seleção. O mais “famoso”, no entanto, é o jovem meia-atacante indonésio Gian Zola, 18 anos, que tem esse nome exatamente por causa do atacante italiano Gianfranco Zola, que fazia sucesso em 1998, ano de nascimento do garoto. Ele estreou na seleção principal em 21 de março de 2017, num amigável contra Mianmar.

- O Campeonato Indonésio teve sua primeira edição em 1931, mas desde então já passou por várias modificações, inclusive recentemente – reveja texto da bagunça no país, com duas elites nacionais. O profissionalismo só ocorreu em 1994/95, mas no total O Persib Bandung tem sete títulos nacionais, os dois últimos em 1994/95 e 2014, última edição da liga antes da suspensão pela FIFA, que incluiu a seleção nacional.

Imagem de Amostra do You Tube

- O Persib Bandung tem duas participações em torneios continentais. Na Liga dos Campeões da Ásia 1995, o time passou das duas primeiras fases, mas foi lanterna nos grupos ao perder os três jogos para Ilhwa Chunma (Coreia do Sul), Thai Farmers Bank (Tailândia) e Verdy Kawasaki (Japão). Na AFC Cup 2015, espécie de Copa Sul-Americana para os asiáticos, o Persib Bandung liderou sua chave sem derrotas contra Ayeywady United (Mianmar), New Radiant (Ilhas Maldivas) e Lao Toyota (Laos), parando nas oitavas diante do Kitchee (Hong Kong).

- O futebol na Indonésia tem três divisões. Na elite são 18 times, com uma vaga na fase preliminar da Liga dos Campeões da Ásia e três rebaixados. Na 2ª divisão, As equipes são divididas em oito grupos de seis, sete ou oito, com duas vagas em cada chave na próxima etapa e três, quatro ou cinco rebaixados por grupo. Na 3ª divisão, que ainda tão tem times definidos, são oito grupos de quatro, no esquema da Copa do Mundo com 32 seleções.

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