Felipe Felix – O faro de gol brasileiro nas competições mais importantes da Europa


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Por Thomas Renan

Felipe Almeida Félix, natural de Itanhaém-SP, saiu muito cedo para atuar fora do país. Atualmente, após passagens por clubes portugueses, o atacante tem contrato com  Spartak Nalchik, mas está emprestado ao FK Baku do Azerbaijão. O entrevistado do Plano Tático ficou conhecido recentemente, por marcar três gols em competições européias, dois pela Liga dos Campeões, e um na Copa UEFA.

A sua passagem pelo futebol brasileiro, muito embora tenha sido apenas pelas categorias de base, envolveu clubes importantes, como Portuguesa, Criciúma, Corinthians, São Paulo e  Atlético Paranaense. Qual a principal razão para que você não chegasse a estreiar profissionalmente aqui no país?

Não sei, creio que pela concorrência mesmo, no Brasil há muitos jogadores melhores que eu.

A sua primeira experiência fora do país veio atuando pelo ”Os Nazarenos”. Conte-nos um pouco sobre esta passagem pelo clube, e como é a estrutura de uma equipe distrital em Portugal?

Foi importante esta experiência, pois lá que me adaptei ao estilo europeu, e mesmo com a estrutura pequena do clube, acabei me desenvolvendo.

Ainda em Portugal, você passou por Pampilhosa, Torrense e Odivelas, que apesar de serem clubes desconhecidos pelo menos para nós brasileros, são equipes antigas de tradição no país. Como é o fanatismo do torcedor português se tratando dessas equipes de divisões inferiores?

Impressionante o fanatismo do povo português, independente de divisão, todos adoram o esporte.

Após a passagem por Portugal, surgiu a chance de atuar no primeiro escalão russo pelo Spartak Nalchik, em 2007. Como foi a adaptação ao futebol local?

A questão da língua foi o mais complicado. Depois que aprendi um pouco do russo, tudo ficou mais tranquilo.

Mesmo com as boas campanhas, você acabou sendo liberado por empréstimo para o FK Baku, do Azerbaijão. Foi uma vontade sua se transferir para outro clube?

Sim, estava sendo pouco utilizado, e achei que era melhor procurar outro caminho.

Conte-nos um pouco sobre o futebol do Azerbaijão em si: Como é a estrutura dos clubes, a paixão do torcedor, a rotina de treinos, etc.

É um futebol muito rico, apesar da fraca estrutura dos clubes. Além do mais, as torcidas locais são muito fanáticas, me adaptei ao futebol daqui.

Mesmo com pouco tempo de clube, você já caiu nas graças da torcida local, após marcar três vezes na Liga dos Campeões durante a segunda fase de qualificação, contra o Ekranas da Lituânia. Como foi a repercussão desse desempenho na competição na mídia européia?

Graças a Deus consegui marcar estes dois gols em três partidas. No entanto, o mais importante acabou sendo o gol que marquei na UEFA, contra o Basel da Suíça, que acabou abrindo muitas portas para minha carreira.

Esse bom desempenho pelo clube, em tão pouco tempo, faz com que haja possibilidade de prolongar o período de empréstimo?

Sim, já pediram para prolongar o empréstimo, inclusive outros clubes do país já demonstraram interesse, mas meu desejo, no momento, é atuar em algum clube de outro país europeu.

Conte-nos um pouco sobre seu estilo de jogo:

Tenho 24 anos, uma boa estatura de 1,95, e apesar do tamanho sou bastante ágil, preferindo cair mais pelas laterais, do que ficar ”plantando” na grande área.

Mesmo com o título nacional em 08/09, a temporada não tem sido das melhores para a equipe até o momento, já que se encontra apenas na nona colocação, com apenas 9 pontos. Qual a principal dificuldade encontrada pelo clube até o momento, para que não tenha deslanchado ainda na briga pelo bi-campeonato?

O treinador que está na equipe chegou recentemente, talvez não conseguimos o entrosamento e o estilo de jogo dele ainda.

Mesmo caindo em um grupo não muito complicado das Eliminatórias, a seleção azeri terminou com uma campanha bem fraca, somando apenas uma vitória durante a competição. Pelo o que você acompanha do futebol local, existe alguma perspectiva do país evoluir e futuramente figurar em competições maiores como a Euro ou até mesmo a Copa do Mundo?

Existe uma evolução, o país está crescendo a cada ano no futebol, mas se tratando de uma Copa do Mundo, acho muito difícil.

Pelo fato de ter saído muito cedo do Brasil, sem ao menos estreiar profissionalmente, desperta em você um desejo de futuramente buscar uma natualização em algum outro país?

Sim, tenho esse desejo, inclusive um dia quem sabe atuar por algum clube inglês. Nunca pensei em seleção brasileira, o futebol brasileiro nunca me deu nada, também não pretendo retribuir em algo para o país.

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