Mundial sub 17: o que vale destacar das seleções alternativas

O Mundial sub 17 terminou no último dia 28 de outubro com goleada de 5 a 2, de virada, da Inglaterra sobre a Espanha. O Brasil venceu Mali por 2 a 0 na disputa do terceiro lugar e ainda terminou com a melhor defesa – apenas cinco gols sofridos – dentre as seleções que jogaram sete vezes.

Porém, você que acompanha o Plano Tático sabe muito bem que o nosso foco não é acompanhar as grandes seleções nem os momentos de maior holofote. Portanto, veja quais seleções surpreenderam e conheça detalhes interessantes dessas histórias a partir de agora!

Irã tem campanha memorável

O Irã tem uma seleção principal forte na Ásia, tanto que foi a primeira seleção a conseguir classificação para a Copa 2018. Porém, a nível mundial a equipe tem dificuldades. Isso não aconteceu no Mundial sub 17, a melhor performance do país num torneio internacional no futebol de campo.

Antes do Mundial sub 17 de 2017, o Irã tinha disputado três vezes a competição, indo no máximo até as oitavas de final. Foram só três vitórias, três empates e cinco derrotas, com dez gols a favor e 14 contra.

No Mundial sub 17 da Índia, os iranianos terminaram no quinto lugar com quatro vitórias e uma derrota (3 a 1 para a Espanha, nas quartas de final), 13 gols anotados e cinco sofridos. Estavam 100% até a eliminação e haviam vencido a poderosa Alemanha por 4 a 0 na fase de grupos!

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=7ydUuAwBqHU[/youtube]

Resultado de uma combinação vencedora. É claro que o Irã tem jogadores promissores – todos atuam no próprio país – como o goleiro Ali Gholamzadeh, o volante Mohammad Sharifi, o meia Mohammad Ghobeishavi e os atacantes Allahyar Sayyad e Younes Delfi.

Porém, não daria certo se o elenco, incluindo os reservas, não tivesse união e espírito coletivo e não cumprisse à risca as orientações do técnico iraniano Abbas Chamanian. O Irã tem pouca posse de bola, mas é letal nos contra-ataques. Primeiro, tem a postura de não levar gols, para depois balançar as redes e segurar a vitória a todo custo.

O futebol iraniano vem crescendo como um todo, com resultados expressivos também no futsal e no futebol de areia. Se essa geração do Mundial sub 17 realmente evoluir e conseguir alcançar o status a que se propõe, quem sabe a seleção principal não colhe os frutos com uma boa campanha numa Copa do Mundo?

Níger surpreende em debute

Quem poderia esperar algo desse problemático país africano? Níger nunca teve repercussão internacional, mas conseguiu um quarto lugar na Copa Africana de Nações sub 17, alcançando vaga no Mundial sub 17 ao ter dois gols marcados a mais que a Tanzânia na primeira fase do torneio – ambos somaram quatro pontos.

Níger veio para o Mundial sub 17 com quase todos os jogadores atuando na totalmente obscura liga local, com exceção do zagueiro Rachid Soumana, que defende o Tudu Mighty Jets (Gana). Num grupo com Brasil, Espanha e Coreia do Norte, ninguém esperava uma boa campanha dos nigerinos.

Mas ela aconteceu… Níger venceu os norte-coreanos por 1 a 0 na estreia, levou de 4 a 0 da Espanha na segunda partida, mas perdeu só de 2 a 0 do Brasil no jogo derradeiro. O país acabou avançando como o terceiro dos quatro melhores terceiros colocados, mas acabou eliminado nas oitavas de final. Gana venceu por 2 a 0, com um gol de pênalti aos 49 do primeiro tempo e de bola rolando aos 45 da etapa final. Memorável, senhores!

Nova Caledônia e o ponto histórico

A Oceania ganhou duas vagas no Mundial sub 17 de 2017 veja os detalhes aqui e, por isso, a Nova Caledônia fez parte da festa, algo inédito para o minúsculo arquipélago. Uma seleção totalmente amadora, que joga toda no próprio país.

Na estreia internacional, a Nova Caledônia levou de 7 a 1 da metrópole França – ainda é um território ultramarino francês – e de 5 a 0 de Honduras. Na última partida, porém, a equipe conseguiu um histórico empate de 1 a 1 diante do Japão, o que certamente será comemorado por anos a fio! E com total merecimento!

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=he48xsmAbKM[/youtube]

Curiosidades

– A Coreia do Norte foi a única seleção que não somou pontos nem marcou gols no Mundial sub 17, sofrendo cinco.

– O México chegou às oitavas de final com apenas dois pontos somados, empates de 1 a 1 com o Iraque e de 0 a 0 com o Chile – perdeu de 3 a 2 da Inglaterra, embora tenha conseguido reagir depois de estar levando de 3 a 0. Nas oitavas, caiu diante do Irã por 2 a 1, tendo sofrido gols aos sete e aos 11 do primeiro tempo.

– O público total do Mundial sub 17 da Índia ficou em 1,3 milhão de pessoas, média de quase 26 mil por partida. Com isso, o país ultrapassou a China como o Mundial sub 17 com mais espectadores – o recorde anterior era de 1,2 milhão.

– O melhor público foi o da final, com 66.684 torcedores no estádio Salt Lake, em Calcutá – de acordo com a FIFA, a capacidade do estádio é de 66.600 lugares –, bem abaixo dos 98.943 torcedores para a final do Mundial sub 17 de 2011, quando os mexicanos, donos da casa, venceram o Uruguai por 2 a 0.

– O pior público ocorreu no confronto entre Níger e Coreia do Norte, em 7 de outubro: apenas 2.754 pessoas no estádio Jawaharlal Nehru, em Cochim, que tem capacidade para 41.700 lugares, mas teve-a reduzida pela FIFA para 29 mil por razões de segurança.

– Donos da casa, os indianos não somaram nenhum ponto, terminando com três derrotas no Grupo A, sem contar os 3 a 0 para os Estados Unidos e os 4 a 0 a favor de Gana. Contra a Colômbia, porém, a Índia chegou a empatar a oito minutos do fim, mas um minuto depois levou o segundo gol e perdeu. Mais importante que isso foi fora de campo, com a organização do Mundial sub 17. A Índia mostra que no futuro pode vir a sediar uma Copa do Mundo, já que o país de 1,3 bilhão de habitantes representa um grande mercado consumidor para a FIFA e seus patrocionadores.

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=tTsSY0MHVFc[/youtube]

Últimas

Assine Nossa Lista de E-mail!

* indicates required