Copa Verde 2018: Manaus tem a chance de fazer história

Foto: Facebook/ Manaus FC

Não foram 90 minutos nada fáceis na Copa Verde 2018. Nem para o Remo, nem para o Manaus e muito menos para o árbitro sul-matogrossense Paulo Henrique de Melo Salmazio. Os amazonenses praticaram o antijogo no primeiro tempo, enervando torcedores e atletas adversários, enquanto o dono do apito não conseguia se impor.

No final das contas, o Manaus aproveitou-se da vitória de 2 a 0 na ida e agradeceu ao atacante Isac, que perdeu um pênalti a favor dos paraenses no fim da etapa inicial. Os amazonenses ainda abriram o placar, levaram o empate, mas tinham uma vantagem bastante tranquila para avançar na Copa Verde 2018.

Agora, o estreante Manaus está nas quartas de final e aguarda seu adversário dos próximos dias 7 e 18 de março, que pode ser Rio Branco/AC ou São Raimundo/RR – os acreanos ganharam de 2 a 1 fora de casa; a volta ocorre em 21 de fevereiro. Contra quem quer que seja, o Manaus terá um objetivo importante: ser o primeiro time do Amazonas a alcançar as semifinais da Copa Verde 2018, já que seus colegas estaduais ainda não tiveram esse prazer…

O Amazonas na Copa Verde

Os times amazonenses têm pouco a comemorar na história da Copa Verde. Serve de alento, porém, que as equipes do estado têm conseguido eliminar os oponentes da 1ª fase de mata-mata, mesmo que com dificuldade em alguns confrontos, como na Copa Verde 2014.

O Princesa do Solimões/AM venceu o Santos/AP por apenas 1 a 0 em casa (ida) e chegou a levar de 2 a 0 aos 24 da etapa final do jogo da volta. Em seis minutos, os amazonenses empataram e seguiram adiante na Copa Verde. Já o Nacional/AM só passou pelo Plácido de Castro/AC com um gol aos 37 da etapa final do segundo jogo.

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O primeiro time amazonense a não passar para as quartas de final da Copa Verde foi o Fast. Em 2016, a equipe levou de 4 a 0 em dois jogos do Águia de Marabá/PA ainda na fase preliminar, mas o adversário foi desclassificado por utilizar um jogador irregular. Nas oitavas, o Fast mediu forças com o Paysandu, que impôs 4 a 1 em duas partidas, confirmando o favoritismo.

Mas esse não foi o grande vexame amazonense na Copa Verde, o título cabe ao Nacional. Em 2017, o time precisou jogar a fase preliminar e teve pela frente o Galvez/AC. Na ida, houve empate de 1 a 1, com o Nacional empatando no segundo tempo. Tudo levava a crer que a equipe do Amazonas avançaria na Copa Verde na partida de volta, mas foram os acreanos que venceram, por 1 a 0.

Por outro lado, o mesmo Nacional já não esteve tão longe de eliminar um time paraense na Copa Verde. Em 2014, a equipe abriu o placar e levou o empate do Remo na ida, em Belém. No jogo em Manaus, porém, o adversário abriu 2 a 0 e teve tranquilidade. Até levou dois gols, mas o empate colocou o Remo nas semifinais da Copa Verde pelos gols anotados fora de casa.

Dois anos mais tarde, os dois times se encontraram novamente. Na ida, em Manaus, o Nacional abriu o placar e levou o empate aos 47 do segundo tempo, o que custaria a classificação no jogo da volta. Em Belém, o Remo marcou aos 40 da etapa inicial e eliminou mais uma vez o Nacional da Copa Verde.

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O Manaus já fez história ao ser o primeiro time do Amazonas a vencer e eliminar um clube do Pará na Copa Verde. Será que pode desbancar seus rivais e alcançar a melhor campanha do estado na competição? O futuro do Manaus, que tem apenas quatro anos de história – fundado em 5 de maio de 2013 –, é promissor!

Curiosidades

– Alguns amazonenses acabaram humilhados pelos paraenses. Nas oitavas da Copa Verde 2014, o Paysandu fez 8 a 2 em cima do Princesa do Solimões (dois jogos), enquanto o Nacional levou de 5 a 2 do mesmo adversário, em 2015. O retrospecto do Fast é ainda pior: na Copa Verde 2016, sofreu os 4 a 0 do Águia de Marabá e avançou, como já explicitado, mas tomou de 4 a 1 do Paysandu nas oitavas. Em 2017, a queda foi diante do Santos/AP, por 4 a 2. Ou seja, a equipe nunca venceu na história da Copa Verde.

– Veja o retrospecto de Rio Branco/AC e São Raimundo/RR diante dos amazonenses. Em 33 jogos, os acreanos acumulam 21v, 5e, 7d e ainda não enfrentaram times do Amazonas na Copa Verde. Já o São Raimundo fez oito partidas, com 2v, 0e, 6d, duas delas pela Copa Verde. E levando quatro gols, sem marcar nenhum.

– Para se ter uma ideia do feito do Manaus sobre o Remo na Copa Verde 2018, basta ver o histórico dos amazonenses contra os paraenses. Em 56 partidas, o Remo tem 33v, 9e, 14d, com 97 gols a favor e 60 contra. Antes da derrota para o Manaus, a última do Remo frente a amazonenses havia sido os 4 a 1 a favor do Penarol, na Série D 2012. Já o Paysandu acumula em 50 jogos 21v, 21e, 8d, com 88 gols marcados e 46 sofridos. O último revés para amazonenses foi na Copa do Brasil 2001: 3 a 0 para o Nacional, pela 1ª fase.

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