Copa dos Refugiados no Brasil: veja todos os detalhes

Equipe Coletivo, de Caxias do Sul, foi a campeã da Copa dos Refugiados de 2017 Foto: Luiz Eugênio Gressler

Torneio de futebol integra refugiados e faz com que as pessoas voltem a torcer por seus países. E tudo começou num momento em que o número de pessoas que pedem abrigo no Brasil tem aumentado

País do futebol: esse é um título que os brasileiros carregam com orgulho. Se aqui se respira gol, não era difícil de imaginar que surgisse a Copa dos Refugiados no Brasil. O número de refugiados no Brasil vem crescendo nos últimos anos. Em 2000, havia imigrantes de 103 países morando por aqui, e em 2015 esse número subiu para 265.

Em 2016, recebemos 10.380 pedidos de refúgio, sendo que 3.375 foram de venezuelanos. Esse número tende a crescer, pois em fevereiro de 2018 estimou-se que mais de 40 mil venezuelanos entraram na cidade de Boa Vista, Roraima, e estejam vivendo por lá.

Para o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) são cerca de 5.200 pessoas de 82 países que vivem como refugiados reconhecidos. Quando esses estrangeiros chegam ao Brasil, muitas vezes têm dificuldade de adaptação, seja pela língua ou pelos costumes. Muitos chegam fugindo de guerras, perseguições ou buscando melhores condições de vida. Foi assim que o congolês Jean Katumba Mulondayi desembarcou.

Ele criou uma federação que ajudava imigrantes, visava a combater o preconceito e reunia os refugiados dos países da África. Posteriormente, ela acolheu estrangeiros de todos os lugares.

O surgimento da Copa dos Refugiados no Brasil

Camarões levou o título de campeão na Copa dos Refugiados de 2015 Foto: ACNUR/ E.Capozoli

2014 era ano de Copa no Brasil e, frente a essa federação, Jean teve a ideia de criar a Copa dos Refugiados para que essas pessoas pudessem se expressar. Cada refugiado poderia participar representando o seu país e, assim, foram montados os times que participaram dessa copa no mesmo ano.

A ideia foi muito bem aceita e deixou de ser simplesmente jogos de futebol, pois levou à criação de ações inclusivas e que permitissem a essas pessoas ser protagonistas. A ação conseguiu atingir o seu objetivo, e os refugiados se envolveram, assim como muitos brasileiros.

Em 2017, a Copa dos Refugiados no Brasil foi realizada em São Paulo, porém Porto Alegre também foi cenário para os jogos. Eles ocorreram no estádio do Grêmio, no mesmo dia em que a cidade fazia aniversário.

Essa foi a primeira vez desde a criação do evento que ele foi realizado fora da capital paulista. No mesmo ano, a 4ª edição da Copa dos refugiados no Brasil ocorreu na cidade de São Paulo. 16 seleções estavam representadas por 250 jogadores, e a abertura foi no auditório do Museu do Futebol, na Praça Charles Miller.

Os países representados foram: Angola, Benin, Camarões, Colômbia, Gâmbia, Gana, Guiné Bissau, Guine Conacri, Iraque, Mali, Marrocos, Nigéria, República Democrática do Congo, Síria, Tanzânia e Togo.

Organizada pela África do Coração, houve parceiros como Caritas Arquidiocesana de São Paulo, SESC-SP e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Essa foi a primeira vez que o evento contou com patrocínio de empresas privadas, entre elas Netshoes e Sodexo.

Como o objetivo era integrar os refugiados e brasileiros e promover a concretização, a entrada era gratuita, mas eram aceitos alimentos não perecíveis para ajudar os refugiados em situação de vulnerabilidade.

Os torcedores também estavam presentes para prestigiar o evento, vinham com as bandeiras dos seus times e falavam diferentes idiomas. A copa também conta com um hino oficial, em forma de rap, que foi criado por dois músicos, um advogado e outro dono de uma lan house.

A Copa dos refugiados no Brasil é um evento que parece atingir os seus objetivos, vamos aguardar a próxima edição. Até lá é possível você escolher para qual seleção pretende torcer e ficar atento às notícias de futebol. E você, o que acha da ideia do evento?

Por: Notícias Futebol

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